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Olá, tudo bem?
No mês de março celebrou-se o Dia Internacional das Mulheres (8M). A data comemorada
mundialmente busca resgatar o histórico de lutas das mulheres por equalização de direitos
e oportunidades, além de simbolizar o combate ao machismo e às desigualdades
cumulativas de gênero ainda presentes em todas as estruturas e espaços da sociedade.
Neste contexto, quando voltamos nossas lentes para o ambiente da administração pública
no Brasil, é evidente que ainda temos muito a percorrer para que as mulheres - em especial
negras e indígenas - tenham igualdade de acesso a postos de liderança e de tomada de
decisão, por exemplo.
Nós, do Movimento Pessoas à Frente, acreditamos na urgência desse debate e por isso
preparamos esta edição especial do nosso boletim mensal, para que possamos refletir
conjuntamente acerca do cenário e dos caminhos e políticas possíveis para a melhoria do
ambiente de trabalho e para a valorização das mulheres que constroem cotidianamente a
gestão pública brasileira.
Boa leitura!
Iracema Keila Castelo Branco
Subsecretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas - RS
Membra do Movimento Pessoas à Frente
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LIDERANÇAS FEMININAS QUE TRANSFORMAM E INOVAM NA GESTÃO PÚBLICA
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Elas vieram para o setor público para inovar. Com o mesmo nome e impulsionadas pela
mesma paixão por projetos com capacidade de impactar a sociedade,
Bruna Santos,
Diretora de Inovação, e Bruna Éboli, coordenadora-geral de Seleção e Certificação de
Competências
da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) interromperam suas
trajetórias na iniciativa privada e em entidades do terceiro setor por uma causa: aperfeiçoar
os processos seletivos abertos para cargos de liderança em órgãos públicos e expandir sua
aplicação para todas as esferas de governo. Assim, nasceu o programa “Líderes que
Transformam”, lançado no início de 2022. Leia a entrevista completa
aqui.
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MULHERES OCUPAM EM IGUALDADE OS CARGOS DE LIDERANÇA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) as mulheres ocupam em
igualdade os cargos de liderança. Entre as 12 principais posições, seis são ocupadas pelo
sexo feminino. As chefias da Secretaria Executiva, das Coordenadorias Pedagógica e de
Gestão de Recursos Humanos, do Centro de Mídias SP (CMSP) e da Escola de Formação
e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação Paulo Renato Costa Souza (Efape), são
guiadas por: por: Renilda Peres Lima, Viviane Cardoso, Cecília Cortez da Cunha Cruz e
Bruna Waitman respectivamente, sendo que a última está à frente do CMSP e Efape. O
resultado desse time majoritariamente feminino tem sido reconhecido nacionalmente, com
indicações das lideranças para o Prêmio Nobel de Educação, por dois anos consecutivos.
Para conhecer mais da história, veja a notícia completa
aqui.
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PARA APRENDER SOBRE GÊNERO E RELAÇÃO COM O CENÁRIO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
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Considerando o debate público acerca da necessidade de produção de estudos sobre o
acesso de grupos minoritários a espaços da sociedade, o CEBRAP desenvolveu o curso
“ação afirmativa e políticas públicas”, cujo objetivo principal concentra-se em apresentar um
panorama das ações afirmativas em diferentes setores, tais como no ensino superior
(graduação e pós-graduação), os concursos públicos, o mercado de trabalho privado, a
política, entre outros. Serão abordados os principais conceitos, modalidades, grupos
beneficiados, argumentos favoráveis e contrários, bem como aspectos legais e
constitucionais. Ficou interessada/o/e? Saiba mais
aqui.
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IMPACTO SOCIAL E MULHERES NEGRAS
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Mulheres negras aparecem pela primeira vez como uma categoria distinta no maior
levantamento sobre investimento social privado feito no Brasil em 2021. Apontadas em
diversas pesquisas nacionais como o grupo mais vulnerável entre os vulneráveis - na
média, ganham menos, morrem mais assassinadas e são mais discriminadas no ambiente
de trabalho - e finalmente, nos últimos anos, elas estão sendo vistas como público prioritário
por parte de empresas, institutos e fundações que respondem anualmente ao
Benchmarking do Investimento Social (Bisc), amplo diagnóstico dos aportes em ações
sociais conduzido pela Comunitas, organização especializada em implementar parcerias
entre os setores público e privado para investimento de impacto. Para acessar a matéria
completa, clique
aqui.
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BRASIL FICA PARA TRÁS EM PRESENÇA FEMININA NO MERCADO DE TRABALHO
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Elas ocupam um número cada vez maior de cargos de comando em organismos
internacionais, mas no Brasil, a participação feminina no mercado de trabalho ainda está
aquém das potencialidades do país. Estamos na 25ª posição no ranking das nações com
mais mulheres em postos de chefia. As desigualdades persistem, no entanto, avanços vão
se consolidando, e alguns dos principais órgãos globais ligados à economia estão em mãos
femininas, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Secretaria do Tesouro dos
Estados Unidos, a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Banco Central Europeu
(BCE), entre outros. No Brasil, a realidade é muito diferente. No governo federal, por
exemplo, temos apenas três representantes em postos de liderança no setor econômico
governamental. Para ler a matéria completa, basta acessar
aqui.
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TCU FISCALIZA OCORRÊNCIAS DE ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NOS ÓRGÃOS FEDERAIS
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A violência de gênero no ambiente de trabalho pode ser caracterizada de diversas
maneiras, sendo estas em sua maioria de cunho moral e sexual. A grande maioria das
mulheres são impactadas diariamente por agressores do sexo masculino. No Tribunal de
Contas da União (TCU), essa realidade também é latente, como demonstra o
levantamento inédito sobre o assédio moral e sexual no âmbito de órgãos e entidades
da administração pública federal. É a primeira vez que a Corte de Contas se debruça sobre
esse assunto.O TCU incluirá em suas auditorias análises que mostram se órgãos públicos
estão implementando mecanismos para prevenir o assédio sexual e punir eventuais
agressores. A decisão vale também para auditorias já em andamento na corte. A ideia é
que sejam também avaliados os instrumentos utilizados atualmente para combater o
assédio moral na administração pública. Veja mais detalhes acessando a notícia completa
aqui.
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POR QUE PRECISAMOS DE MAIS MULHERES NOS ALTOS ESCALÕES DO SERVIÇO PÚBLICO?
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O Mês da Mulher é uma ótima oportunidade para jogar luz sobre a presença feminina nos
altos escalões do serviço público brasileiro. Basta dar uma rápida olhada no percentual de
mulheres no país – 51,8% -, para perceber que a ausência delas em cargos de liderança na
administração pública é mais gritante do que a presença propriamente dita. Os números
falam por si. Apesar do maior envolvimento das mulheres em funções públicas de tomada
de decisão, o caminho ainda é longo para alcançar a igualdade de gênero no Brasil. Os
percentuais de representatividade feminina em cargos de liderança ainda estão aquém em
outros cargos de gestão do setor público. Apesar de ter ocorrido um minúsculo crescimento
no percentual de secretarias municipais nas 26 capitais – de 22% (em 2017) para 28% -, se
olharmos para a outra ponta, podemos verificar que 72% dos homens ocupam cargos de
primeiro escalão nas prefeituras. Para ler a matéria completa acesse
aqui.
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POLÍTICAS PARA LIDERANÇAS: UMA URGÊNCIA PARA O BRASIL
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A adoção pelo setor público de políticas de formação e de seleção para ocupação de
funções de liderança é mais do que uma boa prática. Ela é uma estratégia capaz de
aperfeiçoar governos, de melhorar entregas à sociedade e aprimorar o ambiente de trabalho
dos servidores e servidoras. Para contar um pouco mais sobre algumas das discussões em
torno deste tema, convidamos o Fabrício Marques Santos, Presidente do CONSAD e
membro do Movimento Pessoas à Frente, para escrever o artigo que pode ser acessado
aqui.
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Criado em janeiro de 2022, l’Institut National du Service Public - a INSP é o novo operador público francês de referência para a formação contínua de altos executivos e dirigentes de estado.
A Embaixada da França no Brasil disponibiliza bolsas para brasileiros que queiram participar nos Programas curtos internacionais (PIC) presenciais do INSP ao longo do ano. Infelizmente a Embaixada não oferece bolsas para os cursos à distância.
Os candidatos deverão ser funcionários públicos :
- em cargos com responsabilidades;
- ter pelo menos uma graduação;
- três anos de experiência profissional;
- domínio do idioma francês (ou inglês, caso o curso seja ministrado neste idioma).
Segue o link o catálogo de formação para 2022. https://lnkd.in/d-KemChf
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Você ou algum conhecido seu
trabalha com algo relacionado à
gestão de pessoas
no setor público? Sabe da
existência de uma ou mais
organizações cuja missão se
assemelhe à do
Movimento Pessoas à
Frente, ainda que atuem apenas no
setor privado? Se a resposta
para essas perguntas é “sim”,
por favor,
entre em contato
com a gente. Queremos conhecer
cada vez mais pessoas e
entidades interessadas pelo tema
Gestão de Pessoas, especialmente
aquelas que trabalham em campos
como Produção de Conhecimento,
Comunicação e Capacitação.
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CONHEÇA O MOVIMENTO PESSOAS À
FRENTE
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