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Estamos construindo propostas para uma agenda de gestão de pessoas no setor público em diferentes temas.

Perguntas e Respostas

O Movimento Pessoas à Frente é um grupo que ganhou força em 2020. Trata-se de um movimento  plural, que trabalha para qualificar o debate de gestão de pessoas no setor público. O Movimento tem se tornado referência para área da administração pública, em especial na gestão de pessoas, e discute os temas com profundidade, a partir de conteúdos e experiências do que tem de mais avançado sobre o setor público no Brasil e no mundo. Além disso, busca construir coletivamente propostas concretas e conhecimento com objetivo de contribuir para uma gestão mais efetiva do Estado brasileiro, que entregue melhores serviços e políticas públicas para a população.

O grupo reúne pessoas que são especialistas, acadêmicos, parlamentares, representantes do governo federal, governos estaduais, sindicatos, judiciário e órgãos de controle e terceiro setor com visões políticas, sociais e econômicas plurais.

O objetivo do Movimento é formar uma composição ampla e diversa de pessoas, além de representativa, capaz de promover um debate baseado em evidências, que consiga construir e amadurecer propostas e soluções para um Estado mais efetivo e a melhoria na entrega de serviços e políticas públicas para população. 

Todas as grandes transformações na gestão pública que foram bem sucedidas no mundo ocorreram com a colaboração de uma sociedade ativa e aprofundada no conhecimento sobre o tema. Acreditamos que é fundamental no Brasil ter um movimento que consiga proporcionar um debate com densidade, a partir das melhores experiências nacionais e internacionais, e marcado pela diversidade.

O Movimento atua por meio de grupos de trabalho formados por pessoas de diferentes setores e que têm conhecimento e/ou estão diretamente envolvidas com o tema no setor público que, voluntariamente, investem tempo e energia na consolidação de propostas e entendimentos compartilhados. Em maio deste ano, foram definidos três grupos de trabalho iniciais. O primeiro, o GT de Gestão de Desempenho e Desenvolvimento, coordenado por Humberto Falcão, da Fundação Dom Cabral; o segundo, o GT de Segurança Jurídica e Matriz de Vínculos, coordenado por Vera Monteiro, do Direito da FGV/SP, e Carlos Ari Sundfeld, da Sociedade Brasileira de Direito Público (SBDP); e, por fim, o terceiro que é o GT de Modelos de Carreira, coordenado por Cibele Franzese, da FGV/SP.

A pedido do CONSAD (Conselho dos Secretários de Administração dos Estados), que participa das discussões, já iniciamos um quarto GT focado em Políticas para Lideranças. Estamos trabalhamos nestes grupos para consolidar propostas para os desafios brasileiros, com base nas evidências coletadas e na experiência prática, além de uma busca constante por sinergias que contemplem a diversidade de visões. 

A ideia é que, a partir do momento que estabelecermos diretrizes e evidências sistematizadas para o debate dentro destes temas inicialmente priorizados, possamos avançar em novos temas desafiadores para a gestão de pessoas do setor público brasileiro. Queremos ser um movimento perene, com uma atuação de longo prazo, contribuindo permanentemente para construir alternativas para a melhoria do Brasil.

O Movimento começou a se articular em 2017, quando ainda não existia uma proposta de Reforma Administrativa. Portanto, não tem ligação com a Reforma. O Movimento é totalmente voltado para o debate e consolidação de propostas sobre o tema de gestão de pessoas no setor público. Ou seja, não se restringe ao que hoje está sendo discutido na PEC 32/2020, também chamada de PEC da Reforma Administrativa. As soluções debatidas e construídas nos grupos de trabalho serão propostas em diferentes esferas do poder público, não só no âmbito federal, e buscam consolidar um novo paradigma de gestão de pessoas voltado para melhoria do serviço público brasileiro. 

O Movimento não teve envolvimento direto e não atua na formulação da PEC da Reforma Administrativa. Nossas discussões visam melhorar os serviços e as políticas públicas para toda a sociedade. As experiências apoiadas pela Aliança e lideradas pelos Governos Estaduais possuem bons resultados e tornaram-se referência do assunto. Por conta do amplo debate que fazemos com diversos atores, que podem estar envolvidos mais diretamente com a proposta da Reforma Administrativa – inclusive membros do governo federal -, é possível que o trabalho realizado pela diferentes pessoas que compõem o movimento tenham inspirado, em parte, a proposta de Reforma Administrativa. Fazemos um debate muito próximo com atores que atuam também na Frente Parlamentar, mas não tivemos nenhuma participação na construção da proposta da PEC.



A Aliança, formada pelas organizações Fundação Brava, Fundação Lemann, Instituto Humanize e Republica.org, apoia o Movimento Pessoas à Frente e faz parte da sua Secretaria Executiva.